sábado, 31 de janeiro de 2009

Dona Lindonéia,

Essa história de entrelinha... Eu estou cá rindo muito do seu excesso de delicadeza até para me cuspir na cara. Ser descontente com cautela, dois pesos duas medidas, não?

Mas a vida é sua e eu só vim dizer que as chuvas estão estiando, mas ainda se vê nos jardins aquelas largatas verdes e peludas. São sereszinhos pequenos e com apetite voraz.

Só que faz chuva e faz sol e vejo as bibliotecas infestadas de largatas também. São também verdes, pequenas, gordas, peludas e algumas venenosas. Elas ficam lá, estiradas nas prateleiras, comendo folhas e mais folhas.

Dizem que algumas em certas épocas do ano, se isolam em um canto e amontoam umas folhas, mastigam e depois cospem no chão formando uma asquerosa massa. Passam horas meditando e fazendo enormes asas de papel machê.

Se o dia lhes agrada, elas saem com as alegorias aladas nas costas exibindo um esquisito balé que chamam de metamorfose. Fazer asas de mentira com folhas!

Eu não devia citar ninguém, mas a questão é mesmo saber sob que asas retornará o recalcado.


um faca e um machado,

Astácia

Um comentário:

-uri disse...

po! mas a carapuça serviu!