sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Guilhotina

Junte as facas, parafusos e agulhas
Mantenha-se atento
Ao modelo de encaixe
Retire os lençóis brancos
Pois há sangue no processo
E dor

Em verdade, não queremos
Discursos de bondande
Aspirantes a moral
De almas elevadas

dê-me o infernal
o maldito e dilacerante
Sublime
que eu mesmo comprei
(que você mesmo me ensinou)

O peito aberto, pode cortar
Retirar o que há de essencial
Toda entranha
E tecido ameaçador

ei, menino, deixa disso
cê não precisa disso

moça, escuta, por favor
eu odeio isso
mas eu preciso disso

4 comentários:

yuri disse...

eu prefiro a lara dilaceradora de corações. contrasta bem.

Franz disse...

tive visões!

pit disse...

e aí, vamos fazer uma música?

AnaRita disse...

gostei, dá boa canção mesmo!
Só uma coisa me agoniou na primeira estrofe. Parece que a divisão dos versos quebrou muito o ritmo no começo. Não criou confusões de sentido nem nada, mas travou um pouco a leitura.
Gostei do sublime da terceira estrofe. Difícil fazer verso de uma palavra só que funcione tão bem quanto este.

Tava batucando aqui na mesa quando li as duas últimas estrofes.

Apesar de tudo, senti falta de alguma coisa da Lara de outros textos que me agradou tanto. Qualquer candura no meio das agulhadas