sexta-feira, 20 de junho de 2008

Estranho outro

Não se move
Não se brinca
Não se beija
Não se trepa
Não se bate
Não se arranca
Não se cospe
Não se zanga
Não se arrota
Não se afaga
Não se grita
Não se apaga
Não se busca
Não se comove
Não se deixa um mísero recado bytico
Não se (re)conhece êxtase ou dor
Não se perde (n)a direção óbvia
Não se à risca de uma existência morta do alto de um automotor
A sobriedade
É um veneno

4 comentários:

Flávio A disse...

senti a falta de um "não se peida" entre o "não se afaga" e "não se grita", hahahahahahuahua

no mais, "não se trepa" foi o máximo \o/

AnaRita disse...

A sobriedade
É um veneno

Como diria vocÊ, não é menosprezando o resto do texto, mas quero essa frase na parede do meu quarto

yuri disse...

Sei lá, mas funciono sóbrio. Não tirando, é claro, o mérito sensacional do texto, larinha.

Lara disse...

flávio, o "não se peida" tá lá, nas entrelinhas, junto com os montes de "não ses" da vida.
yuri, sobriedade demais acho que atrapalha, cálculo demais tira a poesia das coisas. sei lá, a vida também é caos, também é aleatoriedade. inclusive, tem gente que diz que é só isso. que o agir controlado é uma ilusão, pois na verdade a gente não tem controle sobre nada...
cara, tem um monte de frases nesse blog que queria colocar na parede do meu quarto, um dia pego e coloco mesmo, sério. hehe. não se preocupem, mandarei os royalties depois. heuhe.