sexta-feira, 22 de agosto de 2008

no meio do caminho

Aprendeu, não de graça, a perceber o fim das coisas. De brinde, aprendeu a desenhar as conseqüências do que passa. Veio súbita a vontade de cuspir na cara de alguém, mas não o fez. Nem seria natural. “Odeio você”, diria Veloso, ela não.
Ela tentou dar a outra face, mas infelizmente não sabia rezar. Ficou assim com as duas faces bestas no meio do caminho que afinal de contas não tinha nada além dela.

E agora?

3 comentários:

AnaRita disse...

é como diria o tal parnasiano: Eu cheguei, tu chegastes...

* hemisfério norte disse...

O q fez ele para merecer isso?
-
:)
.
bj
a.

Yuri disse...

Ela aprendeu a perceber o fim das coisas. E, mesmo assim, a narradora incita o questionamento: "E agora?". Saber o fim, presumo, é meramente um fato normal. Saber viver, antes, deve ser mais precioso.