sexta-feira, 19 de setembro de 2008

figura II (correr independe de pernas)

sobre ser ateu dizia eu até que me faltou vontade de dizer coisa alguma foi quando eu soltei o fósforo e muitos deuses disseram de mim.
disseram pra mim e isso não é prepotência, é peripécia.
e de emoção meus olhos descabidos diziam um sim outro não.
e a cuca e a cuca e a cuca?
não tinha medo na faca nem nos comprimidos nem nas garrafas só tem medo quem tem razão e eu nunca tive nenhuma que valesse o teclar.
jamais topara com um medo de verdade talvez faltasse empenho e se fosse tornaria a faltar.
não quis pensar.

no meio das coisas, a rouquidão do silêncio sempre haverá de dizer: AMÉM


“Todo mundo quer voar
Nas costas de um beija-flor
Todo mundo quer viver de amor
Mas nem tudo é só querer
Todo mundo quer ser rei
Nas costas de um homem bom
Todo mundo quer voar além
Mas é preciso aprender
Voarás, voarás’’

4 comentários:

AnaRita disse...

foi o medo mais bonito que assombrou as letras nessa tarde.

Yuri disse...

pitiruna, como criticar? o máximo que eu posso fazer é dizer que não escrevia de certo modo algumas coisas, oras, isso será subjetivade.

mas, que oportuno!

Yuri disse...

temos agora algo oficial por aqui.

AnaRita disse...

yuri, vou começar a te achar metódico.

pit, perdoe a invasão na história alheia